Tenente‑coronel Geraldo Leite Rosa Neto agrediu a filha de Gisele Alves Santana, segundo depoimentos à Corregedoria da PM. Testemunhas afirmam que o militar, suspeito de feminicídio, teria espancado a menina antes do assassinato da esposa.

Vizinhos relataram que a agressão ocorreu em plena luz do dia, dentro do apartamento no Brás. As declarações foram registradas no dia 29 de março, durante a fase investigativa do caso.

O tenente‑coronel também evitou o velório da companheira para não ter contato com os pais dela. Em interrogatório no dia 19 de março, ele justificou a ausência como "evitar confrontos familiares".

Qual é o histórico de violência dentro da família?

Gisele Alves Santana, soldado da Polícia Militar, foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro. A vítima, de 32 anos, residia com o marido no mesmo imóvel do Brás.

Inicialmente a morte foi tratada como suicídio, mas a perícia rapidamente descartou a hipótese. Laudos periciais revelaram inconsistências que apontam para homicídio.

Os exames necroscópicos mostraram trajeto de arma incompatível com disparo autoinfligido. Marcas de dedos, arranhões e hematomas indicam que Gisele foi imobilizada antes do tiro.

Como a investigação mudou o rumo do caso?

  • Laudos de perícia apontam manipulação da cena.
  • Depoimentos contradizem a versão do tenente‑coronel.
  • Dispositivos eletrônicos revelaram mensagens ameaçadoras.

Essas evidências levaram à prisão preventiva de Geraldo Leite Rosa Neto em 18 de março. O militar está detido no Presídio Militar Romão Gomes.

Ele foi indiciado pela Polícia Civil e se tornou réu por feminicídio qualificado e fraude processual. O Ministério Público de São Paulo já apresentou a denúncia formal.

Quais são as implicações jurídicas para o tenente‑coronel?

O crime de feminicídio qualificado pode acarretar pena de até 30 anos de reclusão. A fraude processual acrescenta mais gravidade ao processo.

A Polícia Militar enfrenta pressão interna para rever protocolos de acompanhamento de oficiais acusados de violência doméstica. O caso reacende o debate sobre impunidade nas forças de segurança.

Organizações de direitos das mulheres e entidades civis exigem transparência e celeridade no julgamento. Manifestações foram registradas nas redes sociais e em frente ao quartel da PM.

O que acontece agora?

O processo segue para a Justiça Estadual, onde o tenente‑coronel será julgado em primeira instância. A defesa ainda não apresentou argumentos que contestem as provas periciais.

Enquanto isso, a família de Gisele busca apoio psicológico e justiça pela perda. O caso permanece sob intenso escrutínio da mídia e da sociedade.

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