Trump está avaliando uma invasão terrestre no Irã para capturar urânio enriquecido, informa o The Wall Street Journal. A proposta envolve retirar cerca de 450 kg de material nuclear da usina de Natanz, mas ainda não há decisão oficial.
A operação seria considerada "complexa e arriscada" pelos militares norte‑americanos. Segundo fontes da Casa Branca, a missão exigiria a presença de tropas dos EUA no território iraniano por vários dias.
O presidente ainda não assinou a ordem, citando o perigo para as forças americanas. A secretária de imprensa Karoline Leavitt ressaltou que o Pentágono está preparando opções, sem confirmar um plano definitivo.
Qual o contexto da disputa nuclear entre EUA e Irã?
Em junho de 2025, Israel e os EUA lançaram ataques aéreos contra instalações nucleares iranianas. Na ocasião, estimava‑se que o Irã possuía mais de 400 kg de urânio 60 % e quase 200 kg de material físsil 20 %.
- 450 kg de urânio enriquecido alvo da suposta operação terrestre;
- 400 kg de urânio 60 % identificados em ataques de junho de 2025;
- 200 kg de material físsil 20 % que pode ser convertido em urânio 90 %.
Rafael Grossi, diretor da AIEA, apontou que o material está concentrado em Natanz e em um túnel subterrâneo em Isfahan. Ele reforçou que o Irã ainda dispõe de centrífugas capazes de retomar o enriquecimento.
Ministros de Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito se reuniram em Islamabad para discutir soluções diplomáticas. O encontro ocorreu no domingo, 29 de março, e abordou a possibilidade de encerrar a guerra em troca da entrega do urânio.
Quais são os riscos e as implicações militares?
O Pentágono está elaborando cenários que permitam ao comandante‑em‑chefe escolher entre ação direta ou pressão diplomática. Nenhum porta‑voz militar confirmou detalhes operacionais.
Especialistas alertam que uma incursão terrestre poderia gerar confrontos intensos e elevar o número de baixas. Logística, apoio aéreo e extração segura do material são desafios críticos.
Segundo fontes internas, a captura do urânio não alteraria significativamente o calendário da guerra. A ideia seria encerrar o conflito até meados de abril, caso o Irã não coopere.
Como a comunidade internacional tem respondido?
Na ONU, membros europeus pedem cautela e enfatizam a necessidade de soluções multilaterais. A AIEA continua monitorando o estoque nuclear iraniano e oferece inspeções.
Nos mercados financeiros, o preço do petróleo subiu para cerca de US$ 115 por barril, refletindo a tensão geopolítica. Analistas apontam risco de volatilidade prolongada nos setores de energia.
O que acontece agora? As autoridades dos EUA devem decidir nos próximos dias se autorizam a operação. Enquanto isso, a comunidade global observa atentamente os desdobramentos. Compartilhe essa notícia no WhatsApp com seus amigos.
Discussão