Donald Trump afirmou nesta sexta‑feira (27/03/2026) que "Cuba é a próxima" ao elogiar as recentes ações militares dos EUA no Irã e na Venezuela. A declaração foi feita em um evento em Miami, pouco antes de Marco Rubio reiterar, em Paris, a necessidade de mudança de regime na ilha caribenha.
Durante o discurso, Trump declarou: "Eu construí este grande Exército… às vezes é preciso usá‑lo". Em seguida, acrescentou de forma jocosa: "E Cuba é a próxima, aliás, mas finjam que eu não disse isso, por favor".
O ex‑presidente pediu à imprensa que ignore a frase, repetindo três vezes: "Finjam que eu não disse isso". A frase gerou ampla cobertura nos meios de comunicação latino‑americanos.
O que motivou a declaração de Trump?
Nos últimos dias, os Estados Unidos intensificaram sua presença militar no Oriente Médio, realizando um ataque de drones contra alvos estratégicos no Irã. O episódio foi justificado como resposta a supostos planos de ataque contra bases americanas.
Na Venezuela, Washington apoiou a oposição ao presidente Nicolás Maduro, enviando assessoria militar e impondo sanções adicionais. A medida foi apresentada como apoio à democracia e à proteção dos direitos humanos.
Marco Rubio, secretário de Estado, declarou em Paris que "a economia de Cuba precisa mudar e isso só acontecerá se o sistema de governo mudar". A fala ocorreu após a reunião dos ministros das Relações Exteriores do G7, onde a ilha foi tema de debate.
Como os EUA têm tratado Cuba nos últimos anos?
Desde 1960, o embargo econômico dos EUA permanece em vigor, restringindo comércio, investimentos e viagens. As sanções visam pressionar o governo cubano a adotar reformas democráticas.
Nos últimos cinco anos, Washington ampliou as restrições a empresas que operam na zona econômica especial de Havana. O objetivo declarado é impedir a "continuação de práticas autoritárias".
- 2024 – Sanções a entidades ligadas ao setor energético cubano.
- 2025 – Proibição de vistos para oficiais do governo cubano.
- Março 2026 – Declaração pública de Marco Rubio sobre mudança de regime.
Repercussão internacional
O governo cubano classificou a frase de Trump como "interferência inaceitável na soberania nacional". O Ministério das Relações Exteriores cubano pediu ao Conselho de Segurança da ONU que condene a retórica beligerante.
Vários países da América Latina, incluindo México e Argentina, emitiram notas diplomáticas pedindo cautela. O bloco regional da OEA alertou para riscos de escalada de tensões.
Especialistas em direito internacional apontam que ameaças de intervenção podem violar a Carta das Nações Unidas e o princípio da não‑intervenção. Ainda não há indícios de ação militar concreta.
O que acontece agora?
O Congresso dos EUA deve analisar possíveis projetos de lei que reforcem sanções contra Cuba. Enquanto isso, a administração Biden monitorará as declarações de Trump e avaliará respostas diplomáticas.
Nos próximos dias, o Departamento de Estado poderá convocar reuniões bilaterais com aliados da região para coordenar uma posição conjunta. A situação permanece em desenvolvimento.
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