Boulos e Erika Hilton anunciaram que disputarão as eleições de 2026 pelo PSOL, eliminando a possibilidade de migração imediata para outro partido.

O anúncio ocorre em meio à crise interna do PSOL, que recentemente rejeitou a formação de federação com o PT, decisão respaldada pela Lei nº 13.165/2015 sobre federações partidárias.
O grupo Revolução Solidária, liderado pelos dois políticos, inclui outros nomes de destaque da esquerda.

Quem compõe o Movimento Revolução Solidária?
- Deputada federal Luciene Cavalcanti (PSOL)
- Deputado federal Henrique Vieira (PSOL)
- Pré‑candidata à Câmara Natalia Boulos
- Deputados estaduais Carlos Gianazzi (SP) e Ediane Maria (SP)
- Deputados estaduais Renata Souza (RJ), Yuri Moura (RJ), Dani Monteiro (RJ) e Bella Gonçalves (MG)
- Vereador Rick Azevedo (SP)
Em nota oficial, o grupo reconheceu "grave erro" da maioria do partido ao rejeitar a federação, mas reafirmou a importância do PSOL para a esquerda brasileira.
A decisão tem implicações jurídicas: a saída de figuras-chave poderia comprometer a cláusula de barreira, que exige 2 % dos votos válidos a nível nacional para manutenção da representação partidária.
Qual o risco de inviabilização institucional do PSOL?
- 27/03/2026 – Boulos e Hilton anunciam candidatura pelo PSOL.
- 24/03/2026 – Direção do PSOL rejeita federação com o PT.
- 22/03/2026 – Debate interno sobre migração para o PT.
- 28/03/2026 – Publicação da nota do Revolução Solidária.
O presidente nacional do PSOL, Guilherme Boulos, destacou que a permanência dos membros reforça a capacidade do partido de superar a cláusula de barreira nas eleições de outubro.
Representantes do PT manifestaram abertura para futuras negociações, mas ressaltaram que a federação só seria viável se houver consenso interno de ambas as legendas.
Como a decisão afeta a aliança de esquerda na disputa presidencial?
O apoio ao presidente Lula permanece central; o grupo declara que continuará a lutar pela reeleição do mandatário, alinhando estratégias de campanha em todo o país.
Especialistas em direito eleitoral apontam que, caso Boulos e Hilton deixem o PSOL após a eleição, o partido deverá observar o prazo de 12 meses previsto no Art. 13 da Lei dos Partidos para mudanças de filiação.
O calendário eleitoral estabelece que a lista de candidatos deve ser submetida ao TSE até 15 abril, permitindo que o PSOL registre os nomes de Boulos e Hilton como candidatos oficiais.
O que acontece agora?
O PSOL encaminha a documentação ao Tribunal Superior Eleitoral, que avaliará a elegibilidade dos candidatos e a conformidade com a legislação partidária.
Se a candidatura for confirmada, Boulos e Hilton permanecerão no partido até o término do mandato, sendo que qualquer mudança posterior dependerá da aprovação da Justiça Eleitoral.

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