Um ciclone extratropical avançado no Sul do Brasil traz chuvas intensas e ventos severos que já afetam Santa Catarina e podem impactar o Sudeste e Centro‑Oeste. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para temporais, granizo e descargas elétricas até quarta‑feira (08/04).

Esse tipo de ciclone, distinto dos ciclones tropicais, nasce de uma baixa pressão sobre a região sul e se desloca em direção ao Atlântico. A formação está associada à passagem de uma frente fria que intensifica a instabilidade atmosférica.

Segundo o Inmet, os acumulados podem ultrapassar 50 mm em 24 horas, com rajadas de vento que superam 80 km/h em áreas costeiras. As previsões apontam risco de alagamentos e deslizamentos de terra nos municípios mais vulneráveis.

O que dizem os especialistas sobre o ciclone?

A meteorologista Anete Fernandes explica que a queda de temperatura ocorre primeiro pela maior nebulosidade trazida pela frente fria. Nas noites de quinta‑feira, as mínimas podem chegar a 7 °C em regiões de altitude.

O resfriamento não será imediato, mas a tendência é de ar mais frio e seco a partir de sexta‑feira. Essa mudança pode favorecer a formação de geada nas áreas rurais do interior.

A frente fria que acompanha o ciclone deve avançar para o Sudeste e Centro‑Oeste, provocando queda gradual das máximas diurnas. Em Minas Gerais e Goiás, espera‑se redução de 4 a 6 °C nas temperaturas máximas.

Quais são os impactos nas cidades de Santa Catarina?

Balneário Camboriú registrou mais de 156 mm de chuva em 24 horas, provocando alagamento de vias e até o submergimento de um automóvel na Rua Dom Henrique. Duas pessoas estavam no veículo; uma saiu ilesa, a outra sofreu ferimentos faciais.

Itajaí cancelou as aulas da rede municipal pela manhã devido ao risco de inundação no Litoral Norte. A prefeitura reforçou o monitoramento de barragens e reservatórios.

Outras cidades, como Joinville e Criciúma, relataram risco de deslizamento em áreas de encosta e interrupção temporária de energia elétrica. O alerta de emergência permanece ativo até que o sistema se afaste.

Como a Defesa Civil está atuando?

Os órgãos de defesa civil intensificaram o monitoramento de bacias hidrográficas e emitiram avisos de risco de alagamento.

  • Instalação de equipes de busca e salvamento nas regiões costeiras.
  • Fechamento preventivo de pontes vulneráveis.
  • Divulgação de rotas de evacuação nas áreas de maior risco.

Os cidadãos são orientados a evitar áreas alagadas, manter celulares carregados e ter documentos essenciais à mão.

Após o afastamento do ciclone, a previsão indica estabilização da atmosfera e diminuição das precipitações até sábado (11/04). Contudo, as temperaturas permanecerão abaixo da média histórica para a época.

O que fazer agora? Orientações práticas

Adote medidas de segurança imediatas para reduzir riscos pessoais e patrimoniais.

  • Verifique a integridade de telhados e calhas.
  • Armazene objetos leves em locais seguros para evitar voos causados pelos ventos.
  • Prepare um kit de emergência com água, alimentos não perecíveis e lanternas.

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