Contagem está prestes a declarar estado de emergência por doenças respiratórias. A prefeitura recebeu alerta da Secretaria de Estado de Saúde (SES‑MG) após o aumento súbito de casos de COVID‑19, bronquiolite e vírus sincicial respiratório (VSR) na região metropolitana de Belo Horizonte.
O surto se intensifica em meio à temporada de inverno. Desde o início de 2026, Minas Gerais registra média de 70 novos atendimentos diários por síndromes respiratórias, superando a média dos anos anteriores.

Até 02/04/2026, foram notificadas 6.189 ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Destas, 323 foram por COVID‑19, 250 por influenza e 120 por VSR, indicando circulação simultânea de três agentes virais.
O que dizem os especialistas?
"O crescimento dos casos aconteceu de repente e exige ação imediata", declarou o secretário da SES‑MG, Fábio Baccheretti, ao confirmar que conversou com autoridades de Contagem e que o pico está previsto para as próximas três semanas.
Idosos acima de 65 anos e crianças menores de 2 anos são os grupos mais vulneráveis. Maria das Graças, 61, relatou falta de ar e febre, enquanto Luiz Antônio, também 61, descreve dor no peito e tosse persistente.
O Estado ampliou a capacidade assistencial com sete leitos de UTI e 19 de enfermaria. As novas vagas foram destinadas ao Hospital Infantil João Paulo II, que viu atendimentos crescer de 2 mil para quase 5 mil entre fevereiro e março.
Pacientes na UPA JK descrevem ambientes sobrecarregados e falta de máscaras. "É preocupante a ausência de higiene e proteção", alertou a interna Maria das Graças.
Entenda o impacto na rede de saúde
Os sete leitos de terapia intensiva aumentam a oferta de cuidados críticos em 30 %. Essa expansão visa reduzir a taxa de ocupação que já ultrapassa 85 % em unidades pediátricas.
O detalhamento da SRAG evidencia a co‑circulação de vírus. Além dos 323 casos de COVID‑19, 250 de influenza e 120 de VSR foram confirmados por testes moleculares.
Contagem mantém uma sala de situação ativa desde 10/03/2026. Reuniões diárias analisam indicadores epidemiológicos, disponibilidade de insumos e protocolos de triagem.
- Uso constante de máscara em ambientes fechados;
- Higienização das mãos com álcool em gel;
- Vacinação contra influenza e reforço da dose de COVID‑19;
- Afastamento de pessoas sintomáticas por pelo menos 7 dias.
O que acontece agora?
O município está pronto para decretar emergência sanitária caso os indicadores se agravem. A Secretaria de Saúde de Contagem já preparou planos de expansão de leitos e reforço de equipes multiprofissionais.
Especialistas projetam o pico de casos para o final de abril, exigindo vigilância intensificada. A população deve permanecer atenta aos boletins semanais divulgados pela SMS.
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