O Rio de Janeiro tem até 30 de maio de 2026 para concluir a campanha de vacinação contra a gripe. A imunização está disponível nos postos de saúde de todos os 92 municípios e protege contra as três cepas do vírus Influenza (H1N1, H3N2 e tipo B).

Com a campanha em andamento, a Secretaria de Saúde alerta a necessidade de organizar a dose antes do prazo final. A vacina já circula nas 243 salas de vacinação da capital, além das unidades das demais cidades do estado.
Até o fim de março, apenas 3,35 % do público‑alvo estava imunizado, muito abaixo da meta de 90 % estabelecida pelo Ministério da Saúde. Foram vacinados 233.670 pessoas, entre 122.626 idosos, 21.351 crianças e 3.066 gestantes.

Quem tem direito a vacinar?
Qualquer pessoa a partir de seis meses de idade pode receber a dose anual. Contudo, o foco são os grupos mais vulneráveis, que apresentam maior risco de complicações graves.
- Crianças de 6 meses a 6 anos
- Gestantes e puérperas
- Idosos com 60 anos ou mais
- Pessoas com comorbidades crônicas
- Povos indígenas, quilombolas e população em situação de rua
- Trabalhadores da saúde, professores, forças de segurança e demais categorias essenciais
Como e onde se vacinar no Rio?
Os postos de saúde, clínicas da família e os Super Centros de Vacinação são os principais pontos de aplicação. O endereço de cada unidade pode ser consultado em prefeitura.rio/ondeseratendido.
Para receber a dose, basta apresentar documento oficial com foto e, se disponível, a caderneta de vacinação. Não é necessário agendamento prévio na maioria das unidades.
Eficácia e segurança da vacina trivalente
Estudos indicam que a imunização evita entre 60 % e 70 % dos casos graves e óbitos por gripe. O imunizante trivalente protege contra as cepas H1N1, H3N2 e tipo B e pode ser administrado junto a outras vacinas do calendário.
Crianças menores de 9 anos que ainda não foram vacinadas precisam de duas doses, com intervalo de 30 dias. As únicas contraindicações são para menores de seis meses e para quem teve reação alérgica grave à dose anterior.
Impacto da gripe no Rio e no Brasil
Em 2026, o estado registrou 174 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) atribuídos à gripe, mais que o dobro dos 72 casos do mesmo período do ano anterior. No cenário nacional, a OMS estima que 5 % a 10 % da população mundial seja infectada anualmente, com até 650 mil mortes.
Não alcançar a cobertura de 90 % pode elevar o número de internações e óbitos, sobretudo entre idosos e pacientes com doenças crônicas. Cada ponto percentual adicional de imunização reduz significativamente a sobrecarga nos hospitais.
O que acontece agora?
Com a campanha em fase final, a Secretaria recomenda que quem ainda não recebeu a vacina procure a unidade mais próxima antes de 30 maio. A vacinação é gratuita e representa a medida mais eficaz para conter a circulação do vírus durante o inverno.

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