Criminalidade atinge o menor índice da série histórica no Distrito Federal, afirma Sandro Avelar. Em entrevista ao JBr, o secretário destacou que fevereiro de 2026 registrou apenas cinco homicídios, número sem precedentes desde 1977.

Desde 1977 o DF mantém um registro sistemático de homicídios, roubos e violência urbana; até 2012 o pico anual chegou a 78 mortes por assassinato, refletindo décadas de insegurança.

Sandro Avelar, ex‑diretor do Sistema Penitenciário Federal, tem um perfil técnico‑gestor que lhe permitiu atuar tanto em governos de direita quanto de esquerda, priorizando a institucionalidade acima de disputas partidárias.

O que dizem os especialistas sobre a queda da criminalidade?

A política de integração entre Polícia Militar e Civil, implantada em 2012, criou as Áreas Integradas de Segurança Pública (AISPs), modelo inspirado no "Pacto pela Vida" de Pernambuco.

O uso de tecnologia avançada permite mapear "manchas criminais": câmeras e análise de dados identificam hora, local e padrão dos delitos. Essa inteligência orienta o deslocamento de efetivos.

Um caso emblemático foi o fechamento de bares nas redondezas de distribuidoras de bebidas entre meia‑noite e seis da manhã, medida que reduziu a criminalidade geral em 71 % nas áreas afetadas.

Como a tecnologia está transformando a segurança pública?

  • 35 regiões administrativas monitoradas por câmeras de alta resolução;
  • Base de dados em tempo real que gera alertas para áreas de risco;
  • Integração de sistemas de rastreamento de IMEI para recuperação de celulares roubados.

Em fevereiro de 2026, o DF registrou apenas cinco homicídios, contrastando com os 78 homicídios daquele mesmo mês em 2012, evidenciando a eficácia das estratégias de longo prazo.

Os Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg) são peças-chave: reuniões mensais dão voz à população, que muitas vezes indica necessidades como melhor iluminação ou ajustes no trânsito.

Qual é o desafio ainda aberto: feminicídio?

  • Programa "Aliança Protetiva" – capacita lideranças religiosas e comunitárias;
  • Aplicativo "Viva Flor" – botão de pânico que já salvou centenas de mulheres;
  • Campanhas de conscientização contra a cultura de "não se mete a colher".

Após o 8 de janeiro de 2023, foi criada uma portaria que exige pré‑autorização para manifestações na Esplanada dos Ministérios, garantindo ordem sem cercear o direito de protesto.

Qual o próximo passo da administração de Avelar?

Reajustes salariais foram negociados para garantir isonomia entre Polícia Civil do DF, Polícia Federal, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, reforçando a valorização dos agentes de segurança.

O Carnaval de 2026 foi considerado o mais seguro da história recente, graças à portaria que autorizou revistas de armas brancas, retirando centenas de facas e tesouras das ruas.

O monitoramento contínuo, a participação cidadã e o investimento em tecnologia permanecem como pilares da estratégia; o DF pretende manter a tendência de queda nos índices criminais nos próximos anos.

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