Uma explosão solar de classe X1.4 ocorreu em 30/03/2026, lançando uma ejeção de massa coronal que pode alcançar a Terra nos próximos dias. A NASA afirma que, apesar da intensidade, o lançamento da missão Artemis II, previsto para 1º de abril, ainda não apresenta risco imediato.
O evento gerou um apagão de rádio de nível R3, considerado forte. Esse tipo de interrupção afeta transmissões de alta frequência usadas por aviões e navios, além de algumas comunicações militares.
Os modelos indicam tempestades geomagnéticas G1 (leve) hoje, G2 (moderada) amanhã e outro G1 na quarta‑feira. Esses níveis são monitorados para prever possíveis distúrbios em satélites e redes elétricas.
NOAA e a NASA mantêm vigilância constante com uma frota de sondas que observam o Sol e o ambiente espacial. Dados em tempo real são analisados para decidir se haverá necessidade de ajustes nos cronogramas de voo.
O que dizem os especialistas sobre os riscos à Artemis II?
Engenheiros da NASA explicam que a cápsula Orion possui blindagem projetada para radiação solar intensa. Mesmo que a CME atinja a órbita terrestre, os sistemas críticos são protegidos por camadas de material absorvente.
O NOAA Space Weather Prediction Center estima uma probabilidade de 30 % de que a tempestade G2 cause flutuações nos sistemas de navegação. Essa margem está dentro dos limites de tolerância planejados para o voo.
Históricos de eventos solares, como a tempestade de 1859 (Evento Carrington), mostram que impactos severos são raros, mas não impossíveis. Na era moderna, as redes elétricas são mais vulneráveis, porém as missões espaciais contam com protocolos de segurança avançados.
Como funciona a classificação de tempestades solares?
As erupções são categorizadas por classes X, M e C, sendo X a mais poderosa. Dentro da classe X, valores como 1.4 indicam a magnitude da emissão de raios X na atmosfera solar.
- Classificação X: potência superior a 10⁻⁴ W/m²; X1.4 representa 1,4 vezes o limiar mínimo.
- Níveis de apagão de rádio (R): R1 (pequeno) a R5 (extremo); R3 indica interrupção significativa em HF.
- Escala de tempestade geomagnética (G): G1 (leve) a G5 (extrema); G2 sinaliza auroras em latitudes médias e possíveis efeitos em satélites.
A NASA adota procedimentos de mitigação, como reconfiguração de antenas e ajustes de trajetória, caso a radiação ultrapasse limites seguros. Essas ações são testadas em simulações antes de cada missão tripulada.
Para os astronautas, a exposição à radiação cósmica é monitorada em tempo real por sensores a bordo. Caso os níveis excedam o permitido, a tripulação pode ser recolocada em módulos mais protegidos.
Até o dia do lançamento, as equipes de controle continuam avaliando os alertas e preparando planos de contingência. Se a tempestade G2 evoluir para G3, o cronograma pode ser revisto, mas a janela de lançamento ainda está aberta.
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