33 % dos brasileiros acreditam que a humanidade nunca chegou à Lua, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada em 30/03/2026, apesar de três décadas de missões Apollo comprovadas.

Retorno à Lua: Desconfiança em missões espaciais anteriores persiste entre brasileiros, aponta Datafolha.
Fonte: redir.folha.com.br | Reprodução

A missão Artemis 2, programada para abril, reacende o debate ao prometer a primeira volta lunar tripulada desde 1972, com o foguete SLS e a cápsula Orion prontos para o lançamento.

Os números mostram 58 % que aceitam a história, 9 % indecisos e 33 % que consideram tudo "mentira". A margem de erro é de ±2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95 %.

Retorno à Lua: Desconfiança em missões espaciais anteriores persiste entre brasileiros, aponta Datafolha.
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O que revelam os números da pesquisa?

Jovens de 16 a 24 anos são menos céticos (27 %) que a geração mais velha (37 % entre 60 ou mais). A diferença sugere influência de memória histórica e de fontes de informação.

Educação e renda explicam grande parte da descrença: 42 % dos que estudaram até o ensino fundamental acreditam que a viagem foi falsificada, contra 19 % dos universitários; já 37 % dos que ganham até dois salários mínimos duvidam, contra apenas 20 % dos que recebem mais de dez salários mínimos.

Regiões e crenças também variam: Sul, Centro‑Oeste e Norte chegam a 37 % de descrença, enquanto o Sudeste registra 29 %; entre católicos 34 % e evangélicos 37 % consideram a missão lunar "mentira".

Como isso se compara ao histórico das missões lunares?

Entre 1968 e 1972, nove missões Apollo levaram 24 astronautas ao satélite. Três delas (Apollo 8, 10 e 11) circunavegaram a Lua antes de pousar.

  • 1969 – Apollo 11: primeiro pouso tripulou na superfície lunar.
  • 1970 – Apollo 12 e 14: novas alunissagens e experimentos científicos.
  • 1972 – Apollo 17: última missão tripulada ao satélite.

A Artemis 2 pretende contornar a Lua em dez dias, com quatro astronautas a bordo. A tripulação inclui Reid Wiseman, Victor Glover (primeiro negro em missão lunar), Christina Koch (primeira mulher a orbitar a Lua) e Jeremy Hansen.

Por que parte da população duvida?

Desinformação e teorias da conspiração circulam nas redes sociais, alimentando a percepção de que imagens e transmissões da era Apollo foram manipuladas.

Baixa escolaridade e acesso limitado a fontes confiáveis ampliam o ceticismo, conforme mostram os dados de ensino fundamental e renda baixa.

O impacto desse ceticismo pode comprometer o apoio público a programas de exploração espacial, dificultando financiamentos e a continuidade de projetos como Artemis 4 e a corrida lunar com a China.

Entender a realidade dos fatos e reforçar a educação científica são passos essenciais, para que a população reconheça conquistas históricas e apoie futuras missões.

Retorno à Lua: Desconfiança em missões espaciais anteriores persiste entre brasileiros, aponta Datafolha.
Fonte: redir.folha.com.br | Reprodução

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