Niltinho (PSD) declarou que a migração dos ex‑PP ao PSB foi descartada por representar risco às eleições dos aliados. O deputado estadual fez a afirmação em entrevista ao programa Prisma, na segunda‑feira (30).

O movimento surgiu após a federação do PP com o União Brasil, que provocou a saída de quatro parlamentares. O grupo incluía os deputados estaduais Antônio Henrique, Hassan Youssef, Eduardo Salles e o próprio Niltinho.
Os quatro planejavam integrar uma nova agremiação política, avaliando diversas siglas. Entre as opções estavam PDT, Avante, Podemos e, principalmente, o PSB.
Como se desenvolveu a negociação com o PSB?
Uma reunião foi realizada com João Campos, presidente nacional do PSB, para discutir a entrada conjunta. Niltinho relatou que a proposta avançou até a fase de cálculos eleitorais.
O cenário político em Jequié mudou, levando Hassan Youssef a permanecer no PP para preservar sua base eleitoral. Essa alteração impôs uma reavaliação das estratégias dos demais deputados.
- 30/03/2026 – Declaração de Niltinho ao programa Prisma.
- 28/03/2026 – Reunião com João Campos (PSB).
- 27/03/2026 – Decisão de Hassan de ficar no PP.
- 31/03/2026 – Niltinho filia‑se ao PSD.
Por que o PSB foi descartado?
Os cálculos eleitorais indicaram que a permanência conjunta poderia comprometer a vitória dos aliados nas próximas urnas. O risco de fragmentação de votos motivou a desistência.
Com a opção pelo PSB fora de cogitação, o grupo decidiu que cada parlamentar seguiria a sigla que oferecesse maior viabilidade política. A decisão foi tomada em consenso entre os quatro.
Niltinho acabou optando pelo PSD, partido que já figurava como preferência pessoal. Ele ressaltou que a escolha foi baseada em alinhamento ideológico e estratégia eleitoral.
Quais são os próximos passos dos demais deputados?
Até o momento, Antônio Henrique, Hassan Youssef e Eduardo Salles não anunciaram oficialmente suas filiações. Fontes indicam que eles avaliam partidos regionais e nacionais.
A legislação baiana permite a troca de partido até 30 dias antes das eleições, desde que respeitadas as regras de fidelidade partidária. O Tribunal Regional Eleitoral acompanha de perto esses movimentos.
Especialistas apontam que a decisão individual pode influenciar o equilíbrio de poder nas próximas eleições estaduais e municipais. A distribuição de cadeiras no Legislativo pode sofrer ajustes significativos.
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