Donald Trump afirmou nesta sexta‑feira, 27 de março de 2026, que a próxima ação militar dos Estados Unidos será contra Cuba. A declaração foi feita durante um discurso em Miami, enquanto comentava as operações norte‑americanas no Irã e na Venezuela.

Trump anuncia possível ação militar dos EUA em Cuba em evento com bandeiras e público.
Fonte: www.poder360.com.br | Reprodução

"Eu construí este grande Exército… Cuba é a próxima, aliás, mas finjam que eu não disse isso, por favor", declarou o presidente republicano, segundo reportagem do Poder360.

Logo após a fala, Trump solicitou que a imprensa ignorasse o comentário, alegando que se tratava de um "erro de linguagem". A equipe de comunicação da Casa Branca não emitiu esclarecimentos adicionais.

Qual é o contexto das tensões entre EUA e Cuba?

Washington tem mantido sanções econômicas contra a ilha desde 1960, intensificando-as nos últimos meses. Em março, o presidente bloqueou novamente a exportação de petróleo cubano, agravando a crise energética local.

O governo cubano, liderado por Miguel Díaz‑Canel, recusou negociações sobre o regime político e o mandato presidencial. Em 20 de março, o Estado anunciou que está se preparando para uma possível agressão militar.

O comando militar de Cuba informou que está articulando defesas integradas, incluindo a mobilização de unidades da Armada e da Força Aérea. Não foram divulgados detalhes operacionais.

Como a comunidade internacional reagiu?

Na ONU, representantes de mais de 30 países pediram cautela e o respeito ao direito internacional. O Conselho de Segurança ainda não convocou sessão extraordinária.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) emitiu comunicado condenando a retórica beligerante e solicitando diálogo. Países latino‑americanos manifestaram preocupação com a estabilidade regional.

Especialistas em direito internacional lembram que qualquer ação militar requer autorização do Congresso, conforme a Lei de Poderes de Guerra dos EUA. O Senado ainda não recebeu proposta formal.

O que acontece agora?

Os serviços de inteligência americanos monitoram a movimentação de forças cubanas nas áreas costeiras. Ao mesmo tempo, diplomatas de Washington mantêm canais de comunicação discretos com La Habana.

  • 27/03/2026 – Trump declara que Cuba será o próximo alvo.
  • 27/03/2026 – Pedido para a imprensa "ignorar" a fala.
  • 20/03/2026 – Cuba recusa negociações políticas com os EUA.
  • 20/03/2026 – Anúncio de preparação militar cubana.
  • 28/03/2026 – Comunicado da OEA pedindo diálogo.

Até o momento, não há ordem executiva nem aprovação legislativa para uma intervenção. O cenário permanece incerto, com risco de escalada diplomática.

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