O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou ao Congresso a aprovação de US$ 1,5 trilhão para a defesa no ano fiscal de 2027. A proposta foi apresentada nesta sexta‑feira (3) como parte do novo orçamento federal.

O montante representa um aumento de cerca de 40 % em relação aos gastos militares do exercício atual. Em 2026, o orçamento do Pentágono girou em torno de US$ 1,07 trilhão.
Para compensar o acréscimo, a Casa Branca incluiu cortes de US$ 73 bilhões em agências domésticas. Entre os programas visados estão iniciativas de clima, habitação e educação.

Qual o contexto geopolítico?
Washington está envolvida em confrontos com o Irã e outras regiões de tensão. O presidente justificou a elevação dos recursos como necessária para reabastecer munições e suprimentos militares.
O pedido segue o procedimento anual de solicitação orçamentária ao Legislativo. O Executivo apresenta o plano ao Congresso, que decide aprovar, modificar ou rejeitar as cifras.
Como o plano se compara ao histórico de gastos militares?
Se aprovado, o orçamento de US$ 1,5 trilhão será o maior já registrado na história moderna dos EUA. Até 2025, o pico anterior ficava em torno de US$ 1,2 trilhão.
- Defesa direta: mais de US$ 1,1 trilhão (cerca de R$ 5,7 trilhões);
- Segurança de fronteiras e deportações: US$ 350 bilhões (aprox. R$ 1,8 trilhão);
- Justiça federal: aumento de US$ 40 bilhões (cerca de R$ 206,6 bilhões).
Quais são as reações no Congresso?
Democratas e alguns republicanos expressaram preocupação com o salto de 40 % nos gastos. Eles apontam riscos de desequilíbrio fiscal e falta de transparência sobre a guerra no Irã.
Legisladores também contestam os cortes propostos a programas sociais. Há resistência à eliminação de fundos destinados a Medicaid, Medicare e apoio habitacional.
Impactos fiscais e na dívida pública
O aumento de US$ 1,5 trilhão pode elevar a dívida federal em trilhões de dólares nas próximas décadas. A proposta inclui uma redução de 10 % nos gastos domésticos, mas ainda assim acrescentaria pressão ao déficit.
Os cortes de US$ 73 bilhões equivalem a cerca de R$ 377 bilhões, ou 10 % do orçamento interno. Programas de energia limpa, assistência social e educação seriam os principais alvos.
Próximos passos e cronograma
O Congresso deverá analisar a proposta nas comissões de Orçamento e Defesa nas próximas semanas. Audiências públicas, emendas e votação final estão previstas para o segundo semestre de 2026.
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