Uma turbina do Airbus A330-323 da Delta Airlines explodiu logo após a decolagem às 22h49 de Guarulhos, provocando incêndio e obrigando o voo DL104 a retornar ao aeroporto em pouso de emergência.
O avião, que transportava 272 passageiros e 14 tripulantes, tinha como destino Atlanta, nos EUA, e foi imediatamente cercado pelas equipes de Resgate e Combate a Incêndios de Aeronave (ARFF).
Gravações de câmeras amadoras mostraram chamas no motor esquerdo e fragmentos em chamas caindo sobre o gramado, enquanto a torre de controle alertava os pilotos sobre "fogo na asa".
O que dizem os especialistas sobre falhas de motor?
Especialistas em propulsão apontam que explosões de turbinas são raras, mas podem ser desencadeadas por falhas de compressor ou vazamento de combustível em altas rotações.
Historicamente, incidentes semelhantes já ocorreram em aeroportos internacionais, como o caso de 2018 em Londres, reforçando a necessidade de inspeções rigorosas e monitoramento de vibrações.
O CENIPA iniciou a Ação Inicial, coletando vestígios e analisando os componentes da turbina N813NW, seguindo protocolos que incluem preservação de evidências e registro fotográfico detalhado.
Como a emergência respondeu ao acidente?
Equipes da ARFF chegaram ao local em menos de dois minutos, acionando espuma retardadora e veículos de combate ao fogo, controlando as chamas antes que atingissem a fuselagem.
Os passageiros foram evacuados em segurança e transportados de ônibus até o terminal, sem registros de feridos, conforme informou a Defesa Civil de São Paulo.
O incidente provocou a suspensão temporária de 14 voos alternados e o cancelamento de 28 chegadas e partidas, gerando fila de reacomodação nas áreas de embarque.
- 14 voos alternados
- 28 voos cancelados
- Pista liberada às 02h27 (30/03)
- Operações normalizadas após liberação
Quais são as consequências para os passageiros e a companhia?
A Delta cancelou o voo DL104 e está trabalhando para realocar os viajantes em outras rotas, oferecendo reembolso ou remarcação sem custos adicionais.
Nas redes sociais, passageiros relataram pânico e descrevem a experiência como "desesperadora", enquanto a empresa reforça que a segurança continua sendo prioridade.
Autoridades brasileiras prometem divulgar o relatório final do CENIPA, que pode influenciar futuras normas de manutenção de turbinas em toda a aviação civil.
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