Flávio Bolsonaro, senador pelo PL, citou as terras raras brasileiras como chave para "quebrar a independência" da China durante discurso no Texas, EUA, em 29/03/2026.

O evento, organizado por um grupo conservador texano, contou com a presença de lideranças políticas norte‑americanas e durou cerca de 15 minutos.

Em seu discurso, o senador afirmou que o Brasil será "campo de batalha" onde o futuro do hemisfério será disputado por causa dos minerais críticos.

Qual a importância estratégica das terras raras?

Terras raras são um conjunto de 17 elementos químicos – como neodímio, disprósio e lantânio – essenciais para eletrônicos, energia limpa e defesa.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Energia classifica esses minerais como "críticos" e inclui‑os na Estratégia Nacional de Defesa de 2024.

A China responde por aproximadamente 70 % da produção mundial de terras raras, segundo relatório da USGS de 2025.

  • 2023: China exporta 64 % das terras raras para a UE.
  • 2024: EUA lança programa "Critical Minerals Supply Chain" com investimento de US$ 3 bi.
  • 2025: Brasil anuncia reservas estimadas em 2,5 milhões de toneladas de minerais críticos.

Estudos do Ministério de Minas e Energia indicam que o território brasileiro possui jazidas de fosfato e nióbio que podem ser convertidas em produção de terras raras.

Repercussão política nos EUA e no Brasil

Flávio Bolsonaro pediu que os americanos "monitorem" as eleições brasileiras, alegando risco de interferência socialista.

Em resposta, a Embaixada dos EUA em Brasília não emitiu declaração oficial, mantendo a postura de não ingerência em processos eleitorais estrangeiros.

Ao mesmo tempo, o ex‑presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar e teve concedida prisão domiciliar por 90 dias, após avaliação da Procuradoria‑Geral da República.

O ministro da Justiça, Flávio Dino, justificou a medida alegando "necessidade de cuidados médicos intensivos" e citou parecer da PGR.

Próximos passos e desdobramentos

Analistas apontam que o discurso pode influenciar futuras negociações bilaterais sobre mineração e tecnologia entre Brasil e Estados Unidos.

Com as eleições presidenciais brasileiras previstas para outubro de 2026, a atenção internacional sobre a estabilidade política do país deve crescer.

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