Lula aparece à frente de Flávio Bolsonaro entre eleitores que se declaram de centro, segundo a pesquisa Datafolha de 28/03/2026. O levantamento, registrado no TSE sob o código BR-03715/2026, aponta 31% de intenção de voto para o presidente contra 17% para o senador no segmento centrista da escala ideológica de 1 a 7.

Lula à frente em pesquisa Datafolha: centro aprova e vantagem sobre Bolsonaro cresce.
Fonte: www.brasil247.com | Reprodução

O estudo abrangeu 2.004 entrevistas realizadas entre 3 e 5 de março em 137 municípios. A amostra inclui brasileiros com 16 anos ou mais, utilizando questionário padronizado e margem de erro de cinco pontos percentuais.

Na mesma simulação, Romeu Zema ficou com 9% e Ronaldo Caiado com 6%. Embora a margem de erro permita cautela, a vantagem de Lula permanece evidente no grupo que tradicionalmente decide eleições apertadas.

Lula à frente em pesquisa Datafolha: centro aprova e vantagem sobre Bolsonaro cresce.
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O que explicam os números para o cenário eleitoral?

A sondagem espontânea mostra 15% dos centristas dispostos a votar em Lula, enquanto Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro registram apenas 2% cada. Essa diferença reflete maior lembrança imediata do presidente.

No segundo turno, dentro do mesmo núcleo centrista, Lula alcança 41% e Flávio Bolsonaro 32%. Apesar do empate técnico causado pela margem de erro, o presidente parte de posição mais favorável.

Quando a escala é ajustada para 1 a 5 (bolsonarista‑petista), o eleitor "3" representa o centro neutro. Nesse recorte, os resultados de primeiro turno ficam tecnicamente empatados, mas Lula mantém vantagem de 7 a 10 pontos.

  • Escala 1‑7 (centro = 4): Lula 31%, Flávio Bolsonaro 17%.
  • Escala 1‑5 (centro = 3): Lula 40‑41%, Flávio Bolsonaro 32‑35%.
  • Sondagem espontânea: Lula 15%, Flávio Bolsonaro 2%.
  • Rejeição no centro (1‑7): 45% contra Lula, 51% contra Flávio Bolsonaro.

Quais são os perfis sociodemográficos dos eleitores de centro?

Os eleitores petistas tendem a ser mulheres acima de 60 anos, com renda até dois salários mínimos, católicas e residentes no Nordeste. Já o eleitor bolsonarista típico é homem, branco, evangélico, do Sul, Centro‑Oeste ou Norte, e prefere o PL.

O segmento que não se identifica nem com petismo nem com bolsonarismo concentra homens de 16‑24 anos, estudantes universitários, sem filiação partidária e residentes no Sudeste. Esse grupo representa a maior fonte de volatilidade.

Entre os centristas, 45% afirmam que não votariam em Lula e 51% que não votariam em Flávio Bolsonaro no primeiro turno. A rejeição quase equilibrada indica que a escolha poderá se basear mais em avaliações de risco do que em entusiasmo.

O cientista político Sérgio Simoni, da USP, alerta que o conceito de "centro" no Brasil é heterogêneo e muitas vezes pragmático. Ele recomenda cautela ao extrapolar a vantagem de Lula para todo o eleitorado moderado.

Qual o próximo passo da campanha?

Com a liderança consolidada entre os eleitores independentes, a estratégia de Lula deverá focar na ampliação da mensagem de continuidade e ajustes de política pública. O objetivo é converter a vantagem numérica em apoio efetivo nas urnas.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, precisará buscar alianças com lideranças regionais e reforçar a presença de figuras conservadoras para reduzir a distância com o eleitorado centrista. O cenário aponta para uma disputa de narrativa e capacidade de mobilização.

Lula à frente em pesquisa Datafolha: centro aprova e vantagem sobre Bolsonaro cresce.
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